Aprenda a Investir em CDB Descomplicado

Aprenda a Investir em CDB Descomplicado Aprenda a Investir em CDB Descomplicado

abordaremos os seguintes tópicos essenciais para quem deseja investir em CDB com mais segurança:

  • O Fundo Garantidor de Crédito.
  • Rentabilidade e taxas atuais.
  • Saiba sobre os riscos de CDB em bancos menores.
  • Como decidir entre CDB pré e pós-fixado.
  • Comparativo poupança x CDB x Tesouro Direto x Fundo DI.

Vamos lá, continue lendo para saber como escolher o CDB mais vantajoso conforme os seus objetivos financeiros.

1 O Fundo Garantidor de Crédito


Você já ouviu falar na existência de um “Fundo Garantidor de Crédito (FGC)”? Não? Então, saiba que se trata de uma entidade privada criada no governo do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso (Resolução n. 2.197/95, do Conselho Monetário Nacional) para dar maior proteção para poupadores e investidores.

O FGC, ao assumir esse papel garantidor, permite que o pequeno investidor conte com uma espécie de “seguro”, o qual protege os investimentos até R$250 mil reais na eventual hipótese de falência da instituição bancária (chamado de limite de cobertura ordinária).

Existe, porém, um detalhe que você deve prestar muita atenção para não sofrer um prejuízo desnecessário: a garantia é por CPF e por instituição. Por isso, você deve investir de forma a nunca colocar em risco aplicações maiores do que R$250.000,00 em uma única instituição.

  • “E no caso de contas conjuntas, como fica? Leia a resposta abaixo:

O valor da garantia é limitado a R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais), ou ao saldo da conta quando inferior a esse limite, dividido pelo número de titulares, sendo o crédito do valor garantido feito de forma individual (fgc.org).

Vejamos uma situação extraída do próprio site do FGC:

Exemplos:

a) conta conjunta de dois titulares:

A B = saldo de R$280.000,00.

Valor garantido: R$ 250.000,00 / 2 = R$125.000,00 para cada titular.

b) Conta 1 = Saldo R$ 300.000,00 – Credores Fulano e Beltrano.

Pagamento de garantia de R$ 250.000,00 = R$ 125 mil para cada (CPF).

Conta 2 = Saldo R$ 100.000,00 – Credores Beltrano e Fulano.

Pagamento de garantia de R$ 100.000,00 = R$ 50 mil para cada (CPF).

Total a ser garantido pelo FGC para Fulano e Beltrano = R$ 175.000,00 cada (CPF)

Saldo remanescente na Instituição Financeira = R$ 50 mil da conta 1 (R$ 25 mil para cada CPF)

Portanto, se você for o único titular do saldo de R$600 mil aplicado em CDB’s de 3 bancos diferentes (R$200 mil em cada instituição financeira), nesse caso, o seu dinheiro estará integralmente protegido pelo FGC.

Assim, sempre invista de forma a proteger o seu dinheiro através da garantia do FGC. Lembre-se, ainda, que os fundos de investimento não contam com a proteção do FGC.

2 Rentabilidade e Taxas Atuais


Existe uma tríade que determina a rentabilidade que um investidor conseguirá obter ao investir em determinado CDB, isto é, valor, prazo e risco. Melhor explicando:

1. Valor: quanto maior o valor, melhor (geralmente) a rentabilidade oferecida pelo banco.

2. Prazo: quanto maior a carência (prazo para resgatar), melhor a rentabilidade oferecida pelo banco, quanto ao percentual do CDI.

3. Risco: quanto maior o risco do banco em que você está aplicando, maior a rentabilidade oferecida.

O prazo trata da liquidez de sua aplicação, que consiste na menor ou maior dificuldade para você resgatar um CDB e tê-lo disponível em sua conta-corrente na hora que desejar.

É por isso que um CDB com prazo mais alongado possui maior rentabilidade, porque você está dizendo para o banco que você só precisará daquele dinheiro daqui há 180 dias, o que permite ao banco emprestá-lo mais vezes ou por prazos maiores aos seus clientes.

Nesse caso, é natural que o banco pague um pouco mais a quem deixar o dinheiro mais tempo aplicado, como forma de compensar o investidor que deixe o seu capital imobilizado na aplicação.

O terceiro fator – o risco – tem a ver com a escolha do banco, pois você deve lembrar que o risco do CDB reside na quebra do banco.

Logo, entre um CDB do Banco do Brasil e um do “Banco das Condongas”, em virtude do maior perfil de risco desse último banco, conclui-se ser mais seguro aplicar o seu dinheiro no Banco do Brasil, ainda que ambos ofereçam exatamente a mesma rentabilidade.

3 O Risco de Investir em CDBs de Bancos Menores


Como falei no tópico acima, a lógica em se buscar um CDB de um banco de segunda linha é porque eles oferecem uma taxa mais atrativa do que os big bancos (Caixa, Itaú, Bradesco etc), em razão da “percepção” adicional de risco incorrido (além da estrutura de capital desses bancos)

Nos principais bancos, a exemplo de Itaú, Santander, Bradesco, HSBC, Banco do Brasil, as taxas para valores inferiores a 50 mil reais oscilam entre 75% a 96% do CDI (se você conseguir 100% com menos de R$100 mil, considere-se um privilegiado).

Enfim, essas taxas podem variar conforme o perfil do cliente, valor investidor e prazo de investimento, conforme já salientei. Esses percentuais refletem o patamar da taxa Selic, a qual, saiu de 10,50% em 16/1/2014 para 11,75% em 4/12/2014 (para conferir o histórico das taxas de juros.

Aliás, nesse percentual, até mesmo os fundos de renda fixa continuam batendo a poupança na maioria dos casos, desde que a taxa de administração não seja maior do que 1,5%.

Por outro lado, a caderneta torna-se vantajosa apenas se comparada com fundos mais “caros”, com taxas de administração superiores a 2,50% ao ano. Fuja desses fundos, pois a sua alta taxa de gestão “come” toda a sua rentabilidade.

(Observação sobre o CDI – Você já deve ter percebido que o CDI replica a Selic com um pequeno deságio, ou seja, modificam em função das oscilações no mercado financeiro e da necessidade ou não do banco captar dinheiro. Na prática, a taxa CDI é “quase igual” a Selic).

4 Como decidir entre um CDB Pré-Fixado e um Pós-Fixado?


É fundamental que, primeiramente, você esteja atualizado sobre o panorama econômico, considerando que a mecânica dos investimentos “pré fixaos” e “pós-fixados” está vinculada à oscilação da taxa de juros da economia (SELIC), além da bendita inflação (quanto maior o prazo maior a sua importância).

O seguinte texto elucida melhor essa questão e ajuda a nossa compreensão sobre investir em CDB:

Se a taxa de juros da economia (Taxa Selic) estiver em patamares elevados e o cenário econômico demonstrar que provavelmente haverá uma redução na taxa de juros por parte do governo, então, os títulos pré-fixados são interessantes no curto prazo.

Isso ocorre, pois ao pré-fixar uma rentabilidade para seus investimentos pelo valor das elevadas taxas vigentes, você garantirá uma vantagem, já que receberá mais juros no futuro do que no caso de um investimento pós-fixado, visto que o cenário na economia é de uma provável queda nos juros.

O raciocínio inverso é verdadeiro para o caso dos títulos pós-fixados. Se um aumento na taxa de juros da economia é esperado, então, provavelmente um investimento pós-fixado será mais interessante para o curto prazo, pois o investidor, ao invés de pré-fixar seu investimento no momento da aplicação, o deixará livre para acompanhar o aumento da taxa de juros (fonte: investpedia).

É por esse motivo que, antes de aplicar em CDB, você deve se informar sobre a taxa Selic, pois a rentabilidade do investimento em CDB baseia-se no CDI, que está sempre muito próxima da Selic.

Conclusão

Apesar de ser uma aplicação de renda fixa das mais simples, eu espero que você tenha percebido que investir em CDB envolve algumas escolhas básicas (pré ou pós-fixado), pesquisar as melhores taxas de CDI (banco premium x bancos médios), riscos (FGC) e, principalmente, os custos envolvidos (imposto de renda).

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